Derrota brasileira, karma previsível

Começo a escrever esse post a momentos do início do jogo Brasil versus Alemanha.

Embora esteja boicotando mais essa copa do mundo, nesse caso devido à questão dos gastos e da idolatria futebolística nacional, torci para que o Brasil chegasse pelo menos na semi-final. Por quê? Por que o país está sediando o campeonato. Na próxima copa torcerei que o time local, a Rússia, fique pelo menos entre as 4 primeiros.

Poderia continuar torcendo a favor do Brasil, embora, geralmente torça por um resultado justo. Porém mudei de idéia. O comportamento mal educado e até criminoso da torcida brasileira explica meu desvio de rota.

Certamente, a torcida brasileira não merece a taça. Eu mesmo presenciei comportamentos extremamente desagradáveis da torcida tupiniquim. Que vergonha! Na época em que acompanhava copas do mundo e mesmo depois não tenho notícia de população tão mal educada quanto a nossa.

Percebi que não poderia ser diferente. O comportamento anti-social das torcidas, presente nos campeonatos regionais, nacionais e internacionais, que ocorrem no solo do país, repete-se na copa, Assim, por exemplo, o corintiano que xinga o palmeirense, fará isso com o estrangeiro e o mesmo do palmeirense. Os rivais se unem em torno do inimigo comum, liberando toda a carga emocional da mesma forma que fazem no dia a dia dos jogos locais.  Agradeçam à mídia e à impunidade.

Esse comportamento violento e desrespeitoso das torcidas tem 2 causas principais. A rivalidade entre times locais e nacionais é fomentada pela mídia, Trata-se de uma verdadeira manobra que desvia a atenção das pessoas das verdadeiras questões nacionais e até mesmo das suas próprias questões  pessoais e familiares. Soma-se a isso a certeza de impunidade dos torcedores violentos, misto do descompromisso da Justiça e da leviandade de “certos” políticos.

Infelizmente esse comportamento deplorável das torcidas de futebol brasileiras já invadiu a maioria dos esportes nacionais. O brasileiro, em geral, não sabe aplaudir o adversário. Falta-lhe esportividade. A máxima, “o importante é  competir”, não tem muitos defensores em nossa pátria.

Também faltou ao governo, investir em propaganda. Receba bem os estrangeiros, respeite as torcidas estrangeiras, não vaiem os adversários etc. Trata-se de extrema falta de perspicácia.

Enquanto escrevia esse texto, ouvia, da casa dos vizinhos, os gols, uns atrás dos outros, da Alemanha, ultrapassando minha previsão de 4 a 1. O Brasil sairá da copa sem desculpas, com ou sem Neimar. A máscara caiu. Não é a toa que minha mâe, que acompanha futebol desde a copa de 50, tenha dito, nunca viu seleção do Brasil pior.

E a mesma torcida que vaiou Diego Costa, os times japonês e espanhol, o hino do Chile, que enviou mensagens indizíveis para Zuñiga e sua família, e para Chaquira etc. receberá o seu karma.

Espero que mesmo perdendo, a torcida tenha um um rompante de esportividade. Espero que aplauda os vencedores merecidos e que os festejos não se transformem em violência.

Quando os brasileiros perceberão que levar vantagem em tudo não é vantagem? Que o mais importante não é vencer, mas lutar, respeitando os adversários. Que dessa vida apenas levamos as amizades e o bem que fazemos.

Paz para os perdedores. Que a derrota lhes abra os olhos.

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