Naufrágio

Não gosto de carnaval e concordo com o saudoso Millor Fernandes: o futebol é o ópio do povo e narcotráfico da mídia. Também sou esquerdista democrático, ecologista prático (faço seleção de lixo há mais de 2 décadas) e tremendamente crítico em relação à mídia. Isso só para me enquadrar.

Muito bem, em fevereiro desse ano, o  Carnaval aproximou-se de minha casa em Belo Horizonte. Ao sair, para resolver questões pessoais, passando pelos carnavalescos, tive afinal um insight de como me sinto nesse país. Sinto-me como um náufrago.

Me chamem de careta, já sou de meia idade e isso não causaria estranheza. Mas a questão do sentimento de náufrago ultrapassa a festa carnavalesca.

Quanto à festa em si, naturalmente respeito o direito que os “selvagens” tem de se divertir, mas torço para que não façam isso na porta de minha casa. Cada um na sua, cada qual no seu canto.

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